Festival Med 2010
7º Festival Med

DakhaBrakha

Stage Cerca
24 of June of 2011
Os DakhaBrakha são um quarteto de Kiev, Ucrânia, que se atira às músicas do mundo sem receio, preconceitos ou pruridos puritanos. Dizem que fazem “caos étnico” e essa é, seguramente, a melhor maneira de descrever a música e arte performativa dos DakhaBrakha. E, sem saber de certeza que em tempos foi um cantor e compositor português que fez uma canção (e um álbum com o mesmo nome), António Variações, chamado “Dar & Receber”, DakhaBrakha significa exactamente o mesmo em ucraniano antigo: “dar/receber”.

Formados em 2004 no Centro de Arte Contemporânea de Kiev, sob a direcção do encenador de teatro de vanguarda Vladyslav Troitskyi, que continua a ser o director criativo do grupo, os DakhaBrakha são formados pelas cantoras e multi-instrumentistas Nina Garenetska, Iryna Kovalenko e Olena Tsibulska, acompanhadas pelo também cantor e multi-instrumentista Marko Halanevych. E, neles, o conceito de multi-instrumentalistas ganha um novo fôlego: entre a sua parafernália sonora contam-se as tablas vindas da Índia, as darabukas vindas do norte de África, as maracas vindas da América Latina, o didgeridoo da Austrália, o djembé da zona mandinga ou o bukhalo dos Cárpatos, ao lado de acordeões e violoncelos.
Tendo como base a música tradicional ucraniana, mas sempre com abertura a géneros musicais de todo o mundo, os DakhaBrakha criam assim uma música nova, feérica, umas vezes encantatória de outras mais violenta, e muitas vezes experimental.

Com mais de trezentos concertos no curriculum e tendo participado em festivais na Ucrânia natal, França, Grã-Bretanha, Áustria, Eslovénia, Holanda, República Checa, Eslováquia, Itália, Irlanda, Alemanha, Finlândia, Rússia, Geórgia, Hungria, Polónia, China e Austrália, o grupo estreia-se em Portugal com este concerto no MED de Loulé. E, entre as suas colaborações mais notórias, contam-se as parcerias com o nosso bem conhecido Kimmo Pohjonen e ainda com Karl Frierson (do projecto alemão de música electrónica DePhazz), Steve Cooney, Inna Zhelannaya, Kievbass, Djam e David Ingibaryan.

Os DakhaBrakha justificam assim o seu nome e, de alguma forma, toda a música que fazem: “O significado de 'dar' é óbvio: dar a nossa música, dar alegria, celebração, um espectro completo de emoções, sentimentos e reflexões que uma música nova traz consigo. Mas onde vamos buscar o 'receber'? À energia que pode vir das nossas raízes nativas mas também de todo o lado... A moderna música étnica precisa de uma espécie de reconstrução e, nesse sentido, vai em busca das suas raízes, para recuarmos no tempo, mas também à cultura urbana actual (…) de modo a insuflá-la com uma nova inspiração e fantasia”. E não é assim toda a melhor world music que conhecemos e amamos?





Related Video


VISITE-NOS TAMBÉM AQUI...