Luísa Sobral
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24 of June of 2011
Luísa Sobral não é a primeira nem será a última cantora de jazz em Portugal. Mas, com apenas 23 anos, já é diferente de todas as que a antecederam e, muito provavelmente, de muitas outras que aí venham: aliando aos ensinamentos do jazz (e de muita da sua história, desde o swing e o jazz manouche a formas mais modernas desta grande música norte-americana) à aparente facilidade pop com que compõe as suas próprias canções – não, ela não iniciou a sua carreira de cantora, no álbum “The Cherry In My Cake”, com standards mas sim... com brilhantes composições da sua autoria!, com a excepção de um tema que não é norte-americano nem faz parte dos cancioneiros do jazz: “Saiu Para a Rua”, de Rui Veloso. E a sentir-se tão à-vontade nos temas em português – o já referido e ainda “O Engraxador” e o fresquíssimo “Xico” – como em inglês, de que são exemplos os singles “Not There Yet” e “Clementine” e outras como “Mr. & Mrs. Brown”, “I Would Love To” ou “Why Should I?”.
Por tudo isto, o MED de Loulé orgulha-se de ser um dos primeiros grandes palcos a receber esta cantora que é, sem sombra de dúvidas, uma das maiores revelações da música portuguesa dos últimos anos. Uma cantora que começou por dar nas vistas no programa “Ídolos” – tinha ela 16 anos – mas que, ao contrário de muitos outros decidiu desenvolver os seus “skills” de cantora, guitarrista e compositora nos Estados Unidos, com percurso académico – e de tarimba ao vivo! – desenvolvido em Boston e Nova Iorque. Influenciada por muitos dos nomes maiores do jazz como Billie Holiday, Chet Baker e Ella Fitzgerald, mas também por nomes de outros territórios musicais como os inevitáveis Beatles, Elis Regina, Bjork ou Regina Spektor. Isto, e o facto de – durante a sua estadia em Boston – ter sido nomeada para os prémios «Best Jazz Song», no Malibu Music Awards (2008), «Best Jazz Artist» no Hollywood Music Awards, «International Songwirting Competition» (2007) e «The John Lennon Songwriting Competition» (2008), ajudam bastante a compreender o fenómeno Luísa Sobral, mas não o explicam por completo. Filipe Melo (piano), Carlos Miguel (bateria) e João Hasselberg (contrabaixo) ajudam-na, ao vivo, a explicá-lo bem melhor.