Muchachito Bombo Infierno
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22 of June of 2011
Depois de, em 2008, terem deixado por Loulé um rasto de admiradores, muito boa disposição e... uma enorme tela pintada durante o seu concerto, Muchachito está de regresso ao MED com os seus Bombo Infierno! A história, portanto, já é nossa conhecida mas vale a pena ser contada de novo e com pormenores recentes: Jairo Perera, ou melhor, Muchachito era uma espécie de Legendary Tiger Man da Catalunha, cantando nas ruas e de bar em bar com a ajuda de uma guitarra e um bombo. Ao mesmo tempo fez parte de alguns grupos musicais – como os Trimelón de Naranjus – mas Muchachito não estava satisfeito. Estava farto daquilo a que chamava “rumboxing” (mistura de rumba catalã, swing e... pugilismo!). Por um acaso da sorte, começa a cruzar-se com os companheiros que com ele iriam formar o projecto Muchachito Bombo Infierno: Tito Carlos (teclas), Josué «El Ciclón» (trompete), Hector Bellino (bateria), El Lere (contrabaixo), acompanhados pela «Gigoleto Brass» (saxofones), Martin «Lusurius» e David «El Niño» (trombones), Oscar Bass e Alberto «El Jaguar Del Paralelo» (trompetes), e ainda Santos De Veracruz, o “músico dos pincéis”.
A partir daí, tudo seria diferente para Muchachito e os seus companheiros: o primeiro álbum, “Vamos que nos Vamos” foi um êxito de crítica e de público – mais de duzentos concertos com apenas um álbum editado! – e deu-lhes confiança para o passo seguinte: o arrojado álbum “Visto lo Visto”, de 2007 e o mesmo que apresentaram perante o público do MED de Loulé um ano depois. E, também por essa altura, Muchachito teve o privilégio de se cruzar com o seu maior ídolo, Kiko Veneno, no projecto G-5. E, inesperadamente, os Muchachito Bombo Infierno anunciam uma paragem nas actividades em Dezembro de 2008. Jairo passa o ano seguinte a percorrer a solo pequenas salas da Catalunha e de Espanha, com o espectáculo “La Gira del Palé”, e muita gente temeu pelo fim de Muchachito Bombo Infierno. Mas – para felicidade de todos – a história do grupo ainda não estava acabada.
O ano passado, os Muchachito Bombo Infierno editaram o seu terceiro álbum, “Idas y Vueltas”, que contém treze canções gravadas em La Cueva (o estúdio do grupo, em Barcelona) e La Bodega (Jerez), com misturas feitas em Pensance, Reino Unido, por Joe Dworniak. Um álbum em que ao rock, à rumba catalã, ao reggae e a mil outras influências – todas elas incorporadas de forma incrivelmente orgânica no seu som – se juntaram ainda mais uns pozinhos: a colaboração dos “compadres” Banda del Ráton (que com eles gravaram o tema “Palabras”); uma versão de “La Quiero a Morrir”, de Francis Cabrel; ou um tema de rumba catalã em jeito de big band de jazz, “Cuatro Días Tú y Yo”. Promete!