festival med 2008 | world music | 25 a 29 junho | Loulé

 




 
Artistas
Moçoilas
29.06.08 | 21:15 | Palco do Castelo
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Surgiram em 1994, especificamente para uma apresentação da Serra do Caldeirão, nas suas expressões Algarvias e Alentejanas, na Festa do Desenvolvimento Local – Manifesta 94. Os cantares da Serra eram muitos, os improvisos e acontecimentos espontâneos também, mas... não havia nenhum grupo organizado que pudesse apresentar-se ao público com toda a essência e alegria próprias deste sul interior do país. Nascem, assim, naturalmente de uma grande vontade de cantar e de partilhar esse gosto umas com as outras.

 

Depois de alguns serões e de outras festas e eventos, aperceberam-se de que havia um lugar vago e com urgência de ser preenchido na música popular portuguesa: a música da Serra Algarvia. Já com vasto curriculum de actuações, as Moçoilas já percorreram Portugal de lés-a-lés, sendo que no estrangeiro, actuaram no Brasil e na Alemanha. Em 2002, lançaram o seu primeiro álbum,  Já cá vai roubado, que é um trabalho essencialmente de recolha. As Moçoilas lançaram, em ano de 2006, o seu último trabalho Q’é que tens a ver com isso?. À primeira vista, este novo cd das Moçoilas transparece simplicidade e leveza: vêm-se quatro bonecas, sobre um fundo terracota. Não deixa de ser curioso, já que, essa simplicidade não nada fácil de encontrar quando se escuta o cd. Este trabalho é, todo ele, revestido de uma riqueza exuberante, ainda que, se encontre, tal como no seu primeiro trabalho, algumas recolhas de músicas tradicionais encontram-se, também, alguns temas originais e, ainda, outros orgulhosamente pilhados de José Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho e Amélia Muge. Na sua totalidade, continuam a ser cantigas, que integram e traduzem um modo de vida, um quotidiano praticamente extinto. A ideia de divulgar as canções da Serra do Caldeirão e o modo de cantar das gentes do campo, continua latente na intenção destas moçoilas que, não abdicam, porém, de tirar alguma satisfação pessoal deste trabalho. Assim, e, tal como no seu primeiro álbum, predomina um trabalho bastante cuidadoso e apurado mas, acima de tudo há um trabalho “à moda das Moçoilas”, isto é, um trabalho bastante personalizado, com algum rigor etnográfico, donde sobressaem os sabores da tradição, da descontracção, da modernidade e, também, de todo um envolvimento, que dão aquele toque tão subtil de originalidade.

 
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